Berd Pré-Cine: Alita – Anjo de Combate

WOOF, Berds!

Aqui estamos nós com mais uma Berd Pré-Cine mas, antes de começarmos, um esclarecimento – Nós tínhamos anunciado pelo Instagram do Bear Nerd que iríamos fazer um BN Cast sobre Alita – Anjo de Combate, e ele foi gravado. Mas, por conta das chuvas torrenciais que estão caindo no Rio de Janeiro nos últimos dias, um pico de luz provocou a perda dos arquivos de áudio do ByM, o que inviabilizou a edição do podcast. Então, a volta do BN Cast ficou adiada por mais algumas semanas, infelizmente. Mas é só um pequeno atraso. Até lá, me acompanhem aí na resenha do filme! Bora!

Primeiramente, um pouquinho de contexto: Alita – Anjo de Combate é um filme de Robert Rodriguez, produzido por James Cameron, baseado no mangá Gunnm, de Yukito Kishiro.

Publicado em 1990 no Japão, Gunnm ganhou o mundo com o título “Battle Angel Alita”, e chegou a ser publicado três vezes no Brasil. A edição mais recente lançou a obra completa compilada em 4 volumes, pela editora JBC, em 2017, com o título Battle​ ​Angel​ ​Alita​ ​–​ ​Gunnm​ ​Hyper​ ​Future​ ​Vision. O mangá também ganhou adaptação animada, rendendo um OVA em duas partes, lançado em 1993, e um video game para o Playstation, lançado em 1995.

Arte de Yukito Kishiro

O filme segue bem de perto a premissa do mangá original – Num futuro distópico, depois de um evento conhecido como “A Queda”, a magnífica cidade flutuante de Zalem paira sobre a Cidade de Ferro. Uma pequena elite abastada e privilegiada vive em Zalem, enquanto a maioria da população se vira como pode no lixão tecnológico e nas ruas e vielas da Cidade de Ferro, onde caçadores de recompensa cibernéticos fazem as vezes de polícia.

O doutor Dyson Ido (Christoph Waltz), numa de suas excursões ao lixão, descobre o torso de uma ciborgue com o cérebro intacto. Ido a leva para sua clínica, onde reconstrói seu corpo e, ao constatar que a menina não tem memória, lhe dá o nome de Alita (Rosa Salazar). A partir daí, uma relação de pai e filha se estabelece entre os dois. Entre as descobertas desse novo mundo, o nascimento de um romance com um dos jovens locais, confrontos com ciborgues assassinos e caçadores de recompensas e, finalmente, o frenético e violento esporte de Motorball, Alita tenta recuperar suas memórias e encontrar seu lugar nessa realidade distópica.

Primeiramente, vamos falar dos pontos onde o filme acerta – Alita é um triunfo visual. Toda a produção é muito bem cuidada, dos designs dos personagens aos cenários intrincados da Cidade de Ferro, e cada frame é um atestado disso. As cenas de combate são o ponto alto do filme, e a animação em CGI é muito bem executada. O combate entre Alita e o ciborgue Grewishka (Jack Early Haley), nos subterrâneos da Cidade de Ferro, é particularmente empolgante.

Além disso, Cristoph Waltz se sai muito bem como o Dr. Ido, e transmite com autenticidade o afeto que seu personagem sente por Alita. Da mesma maneira, Rosa Salazar não fica nada a dever às melhores performances em motion capture de um Andy Serkis, e consegue imprimir à sua contraparte gerada por computador toda a ingenuidade, doçura, rebeldia e ferocidade de Alita.

Trailer do OVA de Battle Angel Alita

O que o filme tem de ruim? Beeeeeem….

Os primeiros dois terços da produção conseguem estabelecer e segurar muito bem a história mas, ao chegar no terceiro ato, acontece uma mistura de barriga com “temos que contar tudo isso aqui em vinte minutos”. Ao mesmo tempo em que o romance entre Alita e Hugo (Keean Johnson) é desenvolvido de uma forma meio atabalhoada e com uns toques de “Malhação”, diminuindo o ritmo da história, uma pá de informações e revelações acontece em sucessiva carreira.

Resultando num infodump que acaba desperdiçando alguns atores tarimbados (notadamente Jennifer Connelly e Mahershala Ali), o terceiro ato acaba por ignorar alguns dos aspectos de crítica social do mangá original na ânsia de estabelecer logo uma franquia. Como resultado, as coisas acontecem só por que é preciso “ticar” os pontos do roteiro, e acontecimentos importantes perdem o peso emocional que deveriam ter.

No cômputo final, a nossa impressão é que o filme alcança um resultado positivo, mas aquém do que poderia ter rendido e, certamente, aquém material original.

Veredicto: Três patinhas e meia de cinco.

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