Você é fã? Toma Service!

Eu conheci a história por acaso, num bate-papo entre amigo quando um deles falou sobre o primeiro livro de Ernest Cline, Jogador Nº1 (Ready Player One): Num futuro não muito distante e próspero, o jovem Wade Watts escapa da realidade conectado-se ao OASIS, um mundo virtual recheado de diversos outros mundos virtuais baseados em jogos e na cultura pop, que serve tanto para entretenimento quanto aprendizado.

A trama começa quando James Halliday, falecido criador do OASIS, estipula em seu testamento que a pessoa que descobrir três tesouros escondidos pelo mundo virtual vai herdar todos os seus bens, incluindo a gestão e controle do próprio OASIS, um prêmio no valor de centenas de bilhões de dólares.

Usando a sua persona virtual Percival ele se juntou a seus amigos diversos outros usuários do OASIS numa caçada pelos tesouros, antes que a inescrupulosa corporação Innovative Online Industries (IOI) os encontre e transforme o OASIS em uma distopia societária, na qual os usuários seriam cobrados mensalmente para terem acesso ao OASIS e seriam “bombardeados” por propagandas.

Isso tudo com um tempero de diversas referências, citações ao melhor dos anos oitenta e noventa.
Naquele mesmo dia eu havia comprado o livro e o devorado em dois dias.

Uma iguaria literária sem igual.

Tá, e o filme?

Quando eu soube da adaptação cinematográfica, meu maior temor era de que boa parte das referências fossem perdidas, por causa de questões de direitos e licenciamento. Mas um fator me fez sorrir de orelha a orelha: que o responsável pela direção seria nada mais, nada menos do que Steven Spielberg, que entrega uma aventura como aquelas de antigamente, com um clima de (uma boa) sessão da tarde.

O roteiro, que foi co-escrito pelo autor do livro em parceria de Zak Penn (Vingadore), reforça as homenagens à cultura pop, com algumas boas atualizadas (Minecraft, Tracer – de Overwatch, Harry Potter e diversos Street Fighters). Apesar de tudo, senti falta de outras franquias (oi Nintendo, oi Marvel, oi Disney), mas nada que estrague a diversão. Um dos pouco problemas que vi na adaptação foi de apresentarem o OASIS como uma ferramenta de entretenimento, enquanto o livro também explicava que ela era usada na educação dos jovens.

Algumas passagens ficaram bem diferentes do livro, mas com a mesma essência (tem uma que farão os fãs dos filmes de terror vibrarem). Mesmo assim, Spielberg nos entrega um banquete de referências que infelizmente é impossível de ser saboreado todo logo de primeira, mas que valeria a pena saborear e rever várias vezes, merecendo 4 woofs com louvor!

Nota: WoofWoofWoofWoof