E voltamos com o Berd Pré-Cine, o espaço para o ponto de vista ursino sobre os filmes que vão estrear na telona. A bola da vez? “Maze Runner: A Cura Mortal”, capítulo de encerramento da franquia. Sim, mais uma para a coleção de histórias adolescentes futurísticas distópicas baseadas em livros. Mas quem se importa? O importante é a diversão! E justamente para falar sobre o quanto nos divertimos (ou não) assistindo o filme, que estreia hoje, dia 25 de janeiro.

Roteiro, roteiro

Ser baseado em bons livros, definitivamente, ajuda bem o roteiro. Pra quem ainda não conhece a história, por favor, assista os dois filmes anteriores antes de ir ao cinema. Pra quem já assistiu, nesse Maze Runner Thomas (Dylan O’Brien, infelizmente desbarbado) tentará resgatar seu amigo e será levado, pelo destino, ao X da questão toda. Existe ou não uma cura para o “Fulgor”, o vírus que está exterminando a humanidade?

O mundo de Maze Runner tem toda abertura para originalidade, que vai desde as situações do ambiente até as estratégias dos mocinhos e bandidos. Situações limite não param de acontecer, rendendo ótimas cenas de ação e interpretações do elenco. Infelizmente, são tantas dessas enrascadas que no frigir dos ovos a narrativa acaba tendo de apelas para o “Ex Machina”. Sim, isso pode ser bem chato, mas não chega a fazer o filme perder a graça. Um efeito secundário é que, boa parte das vezes, os personagens não parecem coerentes. Mas hey, bee! Quem disse que o ser humano não tem direito à indecisão?

Maze Runner

E aí, o Vince dá um caldo?
Foto: Twitter do ator

Zero ursos nesse Maze Runner

Sim, é verdade. Infelizmente, nesse final de apocalipse não há exemplares gordinhos do sexo masculino. No primeiro filme até havia um menino mais cheinho, mas sublinhemos o “menino”, que tira toda a graça pra nós. Embora não tire a representatividade. No primeiro e no segundo filme até é fácil entender porque não havia gente mais rechonchuda, já que a fome impera no mundo. Nesse, mesmo na próspera última cidade, não há gente acima do peso. Falha de quem escalou o elenco.

Pelos também são uma coisa rara. Sabe-se lá se é uma tentativa de os adultos tentarem parecer adolescentes, mas o visual predominante é barbeado. As únicas exceções são Vince, personagem de Barry Pepper e, mais ou menos, Jorge, interpretado por Giancarlo Esposito.

Luz, câmera, figurino, cenário e ação!

Manter pelo menos direção e roteista do começo ao fim da franquia foi, definitivamente, boa escolha. O tom não se perde nesse último longa, fruto da direção de Wes Ball. O estilo de direção é o mesmo, com câmera tremida (pero no mucho) em certos pontos, mas com planos mais longos que os de MTV, o que facilita a compreensão.

A escolha de cores, luzes, sombras, tecidos, materiais e texturas ajuda a criar uma diferença mais clara entre privilegiados e marginalizados nesse capítulo final. É nesse Maze Runner que esse mundo colidem de verdade. E o apuro técnico é essencial para alcançar esse efeito.

Se recomendo? Sim, sim! Mesmo não tendo ursinhos, esse Maze Runner traz bons momentos de diversão nerd, principalmente no cinema. E ganha de euzinho, 4 woofs!

Nota: WoofWoofWoofWoof