Como não poderia deixar de ser, o Bearnerd foi conferir o novo filme LGBT nos cinemas: “Me chame pelo seu nome”. O filme mostra um verão italiano nos anos oitenta, com a paixão entre Elio (Timothée Chalamete o americano Oliver (Armie Hammer). E antes de assistir a estreia, você pode conferir aqui, no Berd Pré-Cine, um ponto de vista ursino sobre a história.

Pelos, mas pouca barriga

Infelizmente, esse não é um filme de amor entre ursos. Os protagonistas tem lá seus pelos, principalmente Oliver, mas são ambos bem magrinhos. De qualquer forma, os atores criaram um ótimo clima, do começo ao fim do filme. É um mão naquilo e aquilo na mão ousado pacas,  com direito gotas de sêmen e um certo pêssego que deixa “American Pie” ruborizado.

O melhor de tudo são os pais do protagonista. São pais de dar inveja pela naturalidade com que lidam com tudo em plenos anos 80. Para os personagens de Michael Stuhlbarg e Amira Casar, a felicidade do filho é absoluta prioridade. Não que realmente faça diferença para os pais, mas no fim das contas a história toda é sobre bissexualidade, já que as cenas com a linda Esther Garrel também ficaram com ótima química. E não, Elio ser bissexual não é defeito. É apenas algo que torna “Me chame pelo seu nome” um filme sobre seguir o coração.

Me chame pelo seu nome

Não é um belo Daddy bear o pai do protagonista Elio? Foto: Divulgação

Sesta cult

O diretor Luca Guadagnino acerta ao fugir da cartilha de Hollywood. Para ele a câmera é um convidado da família de Elio, com direito a sesta três vezes por dia. Sim, a câmera registra as ansiedades do garoto, mas também se dá ao direito de prestar de vez em quando mais atenção ao belo pomar, por exemplo.

Isso ajuda, e muito, no processo de desacelerar o espectador. “Me chame pelo seu nome”, apesar da intensidade emocional, é um filme leve. Os objetos cênicos, a iluminação, a escolha das locações:  tudo contribui para isso.

“Me chame pelo seu nome” continua!

 

Já foi anunciada uma continuação do filme, que deve acompanhar a atração entre Elio e Oliver por mais vinte anos, seguindo o livro do mesmo nome. E fica a dica para os produtores. O charmoso pai do protagonista poderia ter umas confissões (um diário, talvez?), relatando suas experiências homo do passado. De preferência, ursinas.

“Me chame pelo seu nome” é, no fim das contas, um filme para assistir de preferência juntinho com seu ursão, ursinho ou chaser. Mesmo sozinho, a gente sai do cinema se sentindo sortudo pela simples chance de viver algo ainda melhor do que os protagonistas vivem na tela.

“Me chame pelo seu nome” estreia nessa quinta, 18 de janeiro. E aí, bear? Vai conferir? Conta pra gente o que achou! Comenta aí.