Berd Pré-Cine: UMA AVENTURA LEGO 2

Tudo continua incrível

Quando eu ouvi falar que em 2015 seria lançado um filme sobre Lego a minha impressão era de que o longa serviria apenas como vitrine para o seu filho – ou até mesmo – você sair da sessão direto para uma loja de brinquedos.

Eis que o filme acaba se revelando uma carta de amor a esses adoráveis bloquinhos de montar e seus Legomen e ainda falar sobre relações familiares, com uma tonelada de fan-services e referências à cultura pop.

No segundo filme temos tudo isso e muito, onde se passaram cinco anos mais e o contato com os alienígenas do planeta Duplo tornou Bricksburg em Apocalipsópolis, um cenário desolado a la Mad Max onde a única pessoa que ainda vê algo bom em tudo é Emmet, para tristeza de Lucy.

Nesse meio tempo surge a ameaça da Rainha Tuduki Eukiser’ Ser que sequestra Batman, o Astronauta, Unigata, o Pirata e Lucy, levando-os até o sistema Manar, cabendo a Emmet salvar os seus amigos, com uma ajuda inesperada do misterioso Rex Perigoso e seus velociraptors.

Lego para todos

Se no primeiro filme todo o confronto no mundo Lego era um reflexo do relação familiar complicada, nesse filme o mundo “exterior” é bem mais presente. Assim como Bricksburg era um reflexo da coleção do pai, que passou a ser do filho Finn, o sistema Manar nada mais é que a coleção da irmã mais novo, Bianca, que o filme aproveita para firmar em como existe bloquinhos e coleções para todos os gêneros e gostos. E o conflito entre os mundos reflete o conflito entre os irmãos.

Juntando isso tudo ainda há espaço para toneladas de referências pop (sobrando até para a Marvel), além de divertidos números musicais, onde destaco a nova canção do filme, Catchy Song:

Resumindo: Uma Aventura Lego 2 vale muito a pena. E, sim, minha vontade ao sair da sessão era ir direto para uma loja de brinquedos.

Nota:

(Só não ganhou cinco patinhas porque esse ano o único longa animado que merece a nota máxima é Homem-Aranha no Aranhaverso.)

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