Protesto contra a LGBTfobia no Brasil

Corram, Berds! O portal do Senado Federal colocou no ar uma enquete para o público responder se a LGBTfobia deve ou não se tornar crime. Eles fazem esse tipo de pesquisa com a população geral acerca de cada projeto de lei que tramita por lá. O que significa, Berd, que, como diz Ru Paul, chegou a hora de nós votarmos por nossas vidas! (E também as das coleguinhas lésbicas, bissexuais, travestis, transgêneros e todo o espectro de pessoas que não se encaixa na hetero-cis-normatividade)

Pra votar é só clicar aqui, clicar em “sim”, entrar com senha do Google ou Facebook e pronto! Cada pessoa só pode votar uma única vez. Também é de bom tom compartilhar essa nossa postagem ou o link da votação com cada conhecid@ do bem. Ou seja, aquelas pessoas que a gente tem certeza que vai votar no “sim”!

LGBTFobia em números

Segundo o Grupo Gay da Bahia, a cada 25  horas, uma pessoa LGBTI é assassinada no Brasil. Vale lembrar que o “T” da sigla arco-íris (travestis e transexuais) é, oficialmente, o mais vulnerável. Entre 2008 e 2016, o Brasil teve 868 assassinatos relacionados à transfobia. É um número mais que 3 vezes maior que o do México, o segundo colocado nesse ranking desesperador.

Enquanto a gente preparava este post, havia 4.680 votos a favor de criminalizar a LGBTfobia e 1.620 contrários. A pesquisa deve durar enquanto o projeto tramitar no Senado. Infelizmente, é comum haver viradas nessas enquetes. De qualquer forma, é uma oportunidade única de a gente influenciar o futuro de toda a população LGBTI do nosso país.

O Bearnerd vai acompanhar, bem de perto, o andamento da enquete. E ‘bora todo mundo torcer para que, em breve, a LGBTIfobia seja criminalizada no Brasil.

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Osiris Reis

Osíris Reis zanzou da Medicina à Mecatrônica antes de assumir a tara por Ficção Fantástica. Formado em Audiovisual pela Universidade de Brasília, é autor de “Treze Milênios” (ficção científica vampiresca), dos contos “Madalena” (Paradigmas 1), “Alma” (Imaginários 1), “Queda” e “Companheiros de Armas” (Fantástica Literatura Queer) e da coletânea de contos “Sobre humanas fúrias”, condecorada com o Prêmio Cassiano Nunes do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

É o baixo do grupo Supertronica, animador 3d, editor de vídeo e do BNCast, empreendedor, compositor, além de, para os íntimos, consultor tecnológico.

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