Golem – Capítulo 31 – Miguel (NSFW)

Capítulo 31 – Miguel

Autor: Osíris Reis
Arte: Osíris Reis e Marco ByM

Obs: Péra! Pára tudo! Você ainda não conhece Golem, a saga super megalomaníaca que mistura literatura, tesão ursino e toda uma reconstrução imaginativa do mundo, do universo e tudo mais? Ficou sem ler algum dos capítulos da primeira temporada? Então não perca tempo: clique AQUI , visite nosso ÍNDICE e comece a aproveitar  (eu disse ) essa história que já está dando muito o que falar entre os ursinhos aqui do Bearnerd. Você pode ler tanto aqui no Bearnerd (desde que você nos ajude compartilhando, pelo pagsocial,  que você está lendo Golem) ou pode adquirir o seu único e exclusivo pdf (com a primeira temporada completinha), todo formatado para ler no celular, pela bagatela de R$ 3,95 , na lojinha deste autor que vos fala (que também tem outros livros meus, impressos, para seu deleite).

Obs2O termo “Cum” (Gozo, gozar, usado tanto para sêmen quanto para orgasmo), aos ouvidos de quem não conhece tal gíria, geralmente é entendido como “Come” (vir, chegar).

 

Abeô tinha acabado de apagar a luz e deitar-se quando ouviu as batidas na porta. Mal se ergueu, Aidan abriu a porta e acendeu as luzes. Ainda usava a roupa completa de trabalho, incluindo as luvas e a máscara. Vê-lo daquele jeito fez o africano se sentir ainda mais culpado. Trabalhar até amanhecer nunca era fácil.

A presença do ruivo, entretanto, parecia não ter nada a ver com isso. Ele tinha um bonito embrulho na mão, que estendeu para o negro e perguntou algo sobre prometer que se “ele” não concordasse em usarem o presente, não fariam nada. Confuso, Abeô articulou apenas um “O quê?”, ao que Aidan insistiu:

— <<Apenas prometa.>>

Abeô concordou e o ruivo entregou-lhe o pacote, saindo sem fechar a porta. O africano ergueu-se e caminhou para fechá-la quando deu de cara com o grisalho.

O coração acelerou de repente, com mil pensamentos disparando na cabeça. Aidan tinha levado o grisalho até lá? Era dele que estivera falando, então? O que o outro iria achar de sua bermuda verde surrada? Onde deveria colocar as mãos? Seria mal educado demais ficar correndo os olhos pelo corpo do outro?

— <<Olá, grandão.>> – cumprimentou o grisalho num inglês bem decente.

— <<Olá.>> – respondeu Abeô, frustrado por não saber o que mais dizer.

— <<Seu amigo parece se preocupar bastante com você. Até perguntou se sou comprometido.>> – emendou o estranho, com um sorrisinho.

A diferença de altura sempre era uma constante para o africano, mas com o grisalho era ainda mais marcante. Era obviamente mais alto que crianças, e, provavelmente, não seria considerado tão baixo para a média masculina. Entretanto, aos olhos de Abeô, ele quase parecia um boneco, um homem em miniatura para pegar no colo e abraçar apertado.

— <<Eu me chamo Miguel. É um grande prazer conhecer você.>> – apresentou-se o grisalho, estendendo a mão.

O gigante não conseguiu conter o sorriso. Miguel. Era um homem absolutamente charmoso, barba bem penteada, calça social e sapatos retrô. Os belos pelos brancos no peito, infelizmente, não estavam mais tão à vista. Agora, apenas alguns tufos saíam da regata branca e apertada.

— <<E então?>> – indagou o brasileiro, ainda com a mão estendida – <<Qual o seu nome?>>

— <<Abeô!>> – respondeu enfim, apertando a mão macia de Miguel, quase tão macia quanto a de Aidan, mas nem de longe tão quente. Um pensamento nada apropriado para o momento, a ponto de o africano quase se esquecer de emendar – <<Meu nome é Abeô Bankole.>>

Miguel fazia o polegar passear devagar na mão que o africano lhe estendera, algo sapeca surgindo nos olhos enquanto a língua, discretamente, reproduzia, nos lábios, o movimento do polegar na pele negra.

— <<Então, Abeô? Podemos nos sentar?>>

Um pouco trêmulo, o gogobear deixou-se puxar para o colchão em que costumava dormir. Contudo, Miguel não fez o que propôs. Deitou-se de costas para o colchão e puxou o negro para cima de si, para seus lábios.

Aquele beijo foi totalmente diferente do que Abeô esperava. Nem de longe parecido com o beijo que Rodrigo lhe aplicara noites atrás. Naqueles lábios ele se sentiu aquecido, abraçado, cada músculo do corpo derretendo como se, de repente, tivessem se transformado em mel. Aquele beijo o africano não queria que acabasse. A língua que roçava a sua tinha uma textura que provocava uma fricção tão leve que se transformava em arrepios de prazer atrás da nuca e dali se espalhavam por toda coluna. E a barba! Ah, a barba! Quando o brasileiro concentrou os beijos no pescoço, no peito, nos mamilos, além da massagem dos lábios e da língua havia a barba, que lhe acariciava a pele por onde passava. Foi com surpresa que sentiu os beijos descerem para a barriga e serem substituídos por levíssimas dentadas que provocavam um misto de cócegas e arrepios, gemidos jorrando do fundo da garganta. Gemidos que, por pouco, não se tornaram gritos quando os dentes de Miguel passaram a apertar, mesmo sob a bermuda, o membro de Abeô. Novamente surgiu aquele formigamento, aquele tremor leve que percorreu-lhe todo o pênis e infiltrou-se até os ossos, ganhando a coluna e pernas. Quando o grisalho tirou-lhe a bermuda, Abeô já não conseguia enviar qualquer comando para os músculos. Não que estivesse esmorecido ou cansado, apenas tinha se rendido, completa, absoluta e irremediavelmente. Então, quando a língua do brasileiro lhe abriu o prepúcio e os lábios lhe abraçaram a cabeça do pênis, Abeô sentiu uma onda de formigamento nascer dos testículos e, através da coluna, ganhar cada músculo do corpo. Então, numa convulsão, o africano sentiu a onda retornar para a virilha, concentrar-se no pênis e explodir para fora.

Um imenso sorriso surgiu nos lábios de Miguel, que, afoito, passou a gemer enquanto engolia algo que, talvez, estivesse brotando do sexo de Abeô, lábios e língua massageando tudo bem mais afoitos. Isso, imediatamente, gerou novas ondas daquele tremor, que num único fôlego ganharam, novamente, os testículos do africano, percorreram-lhe o corpo, retornaram para o sexo e explodiram para os lábios do brasileiro, recomeçando o ciclo.

O processo todo continuou por uns vinte minutos, Miguel, afoito, engolindo tudo que o sexo de Abeô lhe dava em suas constantes convulsões e gemidos. Em dado momento, quando o africano sentia que os testículos lhe doíam, o brasileiro desvencilhou-se e fitou o olhar do parceiro, perguntando:

— <<Como é que você consegue “chegá” tanto, tantas vezes seguidas, por tanto tempo?>>

O negro não respondeu a pergunta, nem mesmo tentou. Não conseguiria, principalmente quando o outro voltou a lhe lamber o pênis, dessa vez concentrando-se no corpo, descendo até o saco e ainda por baixo. Abeô levou um susto quando a língua de Miguel tocou-lhe o esfíncter. Aquilo era assustadoramente nojento, mas sugar o pênis de alguém também não era a coisa mais higiênica do mundo. Além disso, o movimento molhado e macio naquela região também provocava uma onda de prazer totalmente nova, diferente da que experimentara antes. Enquanto na outra sentia o corpo contrair-se em ondas formigamento, neste prazer os músculos se derretiam, se relaxavam com tanta intensidade que o africano quase nem conseguia respirar.

Não havia a menor chance de tentar impedir o brasileiro e sua língua. Não enquanto não estivesse totalmente acostumado àquelas sensações, o que, nitidamente, estava longe de acontecer.

Abeô não percebeu Miguel despir a calça e a cueca. Só percebeu que o outro estava nu quando sentiu o calor do membro do grisalho pulsar, no exato local em que passara os últimos minutos acariciando com a língua. Nesse ponto, o africano não conseguia pensar em mais nada, além do fato de que precisava do brasileiro pulsando dentro de si. De fato, Miguel não demorou a introduzir-se, iniciando um vai-vem quente, macio e pulsante no fundo do sexo do gogobear. Nesse momento, aqueles dois novos prazeres se combinaram. Quando o brasileiro quase retirava o sexo de dentro de Abeô, o africano sentia aquele relaxamento no corpo todo, exceto no esfíncter, que se contraía. E quando Miguel voltava para dentro do africano, o negro sentia o corpo todo se contrair, com aquelas intensas ondas de tremores que explodiam para fora do pênis. Foi aí, quando grossas gotas de líquido amarelado lhe saltaram do pênis para a barba, que Abeô teve certeza que jorrava aquilo desde que o brasileiro lhe abocanhara a cabeça do sexo. Que aquele era o líquido que limpava na sala escura, quando ainda era faxineiro. Que aquele era o líquido que tinha na cueca quando sonhara com Aidan.

Pensar no amigo o fez, imediatamente, pensar na caixa, naquele momento jogada num canto da cama. E com ela, lembrou-se também da confusa promessa que fizera ao ruivo.

O pensamento, entretanto, não durou muito. Miguel, ao ver o líquido voltar a jorrar de Abeô, puxou a cabeça do sexo do parceiro para si, abocanhando-a novamente, e sorvendo tudo. Pelos cinco minutos seguintes, o africano experimentou a mais complexa e formidável mistura de dores e prazeres que jamais poderia imaginar. Então, à medida que os movimentos de Miguel se tornaram mais fortes e rápidos, Abeô sentiu o membro dentro de si cada vez mais quente, rijo e pulsante, até jorrar três jatos densos e profundos.

Miguel desvencilhou-se e esmoreceu, deitando-se na barriga de Abeô enquanto murmurava:

— <<Você tem um gosto tão diferente… tão suave, tão doce… nem parece “chegada”.>>

Abeô ouviu aquilo, mas mal registrou. Apenas abraçou o pequeno brasileiro apertado e dormiu, exausto.

 

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